Comissão Externa da ALRS de Acompanhamento do 

  Processo de Vacinação contra a COVID 19  

RELATÓRIO APONTA VINTE E SETE RECOMENDAÇÕES NA MELHORIA DO COMBATE A COVID NO RS

Apontar possíveis alternativas, reunir depoimentos de especialistas e recomendar ações que ajudem no combate a pandemia no estado, foi o que motivou os trabalhos da comissão externa da Assembleia.
Coordenada pelo deputado Pepe Vargas (PT), a comissão foi composta pelos deputados Aloísio Classmann (PTB), Vilmar Lourenço (PSL) e Frederico Antunes (PP) e das deputadas Patrícia Alba (MDB) e Zilá Breitenbach (PSDB), esta, como convidada permanente por presidir a comissão de saúde da AL.
Foram vinte e sete dias de reuniões ouvindo infectologistas, epidemiologistas, representantes de hospitais, empresas produtoras e fornecedoras de imunizantes, associações de municípios, ministério público, consórcios de outros estados, e secretaria estadual da saúde.
O Resultado do intenso trabalho esta reunido no relatório final de 59 páginas que foi entregue na manhã desta quinta-feira (08) ao presidente da AL, Gabriel Souza (MDB).
No ato de entrega, o deputado Pepe destacou o apoio do presidente da AL que articulou as reuniões com a empresa União Químicas e com o Instituto Butatan, “o presidente Gabriel esteve à frente das duas missões importantes para os trabalhos desta comissão, o que agregou ainda mais em nossas recomendações finais.”
No relatório, consta a memória de todas as reuniões, além de um conjunto de 27 recomendações. Entre elas medidas sanitárias que podem prevenir um contágio ainda maior. Ele citou a importância do distanciamento interpessoal, do distanciamento social, quando possível, e sem prejuízo, o uso correto e adequado de máscaras bem como recomendações para buscar suportes econômicos para os vários setores, para que as pessoas possam fazer frente às medidas restritivas que trazem transtornos econômicos.
Pepe Vargas também citou que uma das recomendações é que aconteça uma articulação com a bancada federal gaúcha, gestores municipais e Governo do estado.
Das reuniões com a Secretaria Estadual da Saúde, o deputado destacou que o trabalho de vacinação no RS, esta cumprindo o cronograma, de acordo com o que recebe de imunizantes por parte do Governo Federal, “quero deixar registrado aqui de que não há retenção de vacinas por parte do Governo do estado, quando chegam, são rapidamente entregues aos municípios. O nosso problema é a velocidade com que as vacinas chegam ao estado. O governo Federal esta lento na entrega e nesta velocidade que esta, precisaria de um ano e meio para vacinar 70% da população gaúcha, chegando assim a imunidade coletiva, de acordo com o percentual indicado pelos especialistas. É necessária uma maior rapidez do Governo Federal, pois o Governo do estado e municípios estão cumprindo o cronograma corretamente.”
O Deputado lembrou que nos encontros com as indústrias farmacêuticas, ficou claro que não existem condições, neste momento, de fornecer imunizantes para os estados e municípios, “pode ser quer esta possibilidade aconteça no segundo semestre, mas neste momento precisam cumprir o contrato com o governo federal.”
Uma das recomendações, é que o Governo do RS busque a mesma alternativa adotada pelo consórcio dos estados do Nordeste. Eles assinaram um contrato direto com o fundo Russo de investimentos que fornece a vacina Sputinik, produzida pelo instituto Gamaleya. Este consórcio conseguiu um contrato para fornecimento de 37 milhões de doses que vão ser importadas, com um termo de compromisso com o Ministério da Saúde, ou seja, quando chegarem estas vacinas, elas serão disponibilizadas para o Plano Nacional de Imunização (PNI). “sugerimos que o governador Eduardo Leite veja a possibilidade de seguir este caminho e que dê apoio aos consórcios municipais que também estão buscando o fornecimento de imunizantes. O estado pode promover termos de compromissos com os consórcios municipais.”
O Presidente da AL, deputado Gabriel Souza, destacou a importância do trabalho que sugere melhorias na busca de soluções para um problema em comum: o combate a pandemia. “Fomos a primeira Assembleia Legislativa do País a autorizar, através de aprovação de uma lei, que o Estado possa comprar vacinas, estamos tentando ajudar de todas as formas, estamos unidos neste momento e sabemos que o Governo do Estado esta distribuindo de forma rápida e eficaz a vacina assim que ela chega”.
A comissão se reúne novamente nesta sexta-feira 17h00, para entregar o relatório ao governador Eduardo Leite.

JANSSEN ATENDE MINISTÉRIO DA SAÚDE, MAS NÃO DÁ MARGEM DE AQUISIÇÃO DE IMUNIZANTES PARA ESTADOS E MUNICÍPIOS

A confirmação foi feita por representantes da Janssen, braço farmacêutico da Johnson & Johnson, que participaram nesta sexta-feira (26) de mais uma reunião da comissão de Representação Externa de Acompanhamento do Processo de Imunização contra a Covid-19.

Ronaldo Pires, Diretor de Assuntos Governamentais; Cynthia Diaferia, Diretora de Assuntos Estratégicos; e, Daniel Durand, Diretor de Acesso ao Mercado, afirmaram que, diante do compromisso assumido junto ao Ministério da Saúde, os municípios e estados não poderão comprar diretamente neste momento. A negociação e comercialização será centralizada no Governo Federal em função do contrato assinado, cumprindo assim o Plano Nacional de Imunizações (PNI). Segundo eles, não há sobras nem margem da companhia para negociar fora deste contexto.
Eles ressaltaram a solicitação feita à Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), nesta quarta-feira (24), para o uso emergencial do seu imunizante no país. Apesar de ainda não ter seu uso aprovado no Brasil, a vacina da farmacêutica aparece no PNI do Ministério da Saúde.

De acordo com os representantes da farmacêutica, 38 milhões de doses do imunizante devem ser entregues até o final do ano, imunizando assim 38 milhões de pessoas em 2021, já que a vacina da Janssen é de dose única e tem 85% de eficácia. Eles não divulgaram para os deputados da comissão quantas doses devem ser entregues por mês, mas garantem que depois de cumprir esta fase, podem sim, diante do que for produzido, fornecer a estados e municípios, “ a nossa disposição é de acelerar a produção e atender o contratado com o Governo Federal, e depois podemos formalizar contratos futuros com estados e municípios. ”, destacou a diretora Cyntia Diaferia.

O diretor de assuntos Governamentais, Ronaldo Pires, disse que neste momento a empresa também tem outra preocupação. Os falsos representantes que fazem contatos com municípios oferecendo contratos e vacinas, “ não reconhecemos estas pessoas, nem sabemos quem são, nunca autorizamos este tipo de contrato. Eles se apresentam com planejamentos ilegítimos, se fazem parecer reais, mas não são. Por isso peço ajuda a esta comissão para que alertem os prefeitos que, a Janssen, assim como outras farmacêuticas, não entra e contato com prefeituras. Se por acaso algum prefeito for procurado, denunciem, se possível, e desconsiderem. Sabemos que isso vem acontecendo em todo o País”.

Ao final o coordenador da comissão, Deputado Pepe Vargas, se comprometeu em divulgar este alerta, “ as pessoas já estão sofrendo à espera da vacina, precisamos divulgar para que nenhum prefeito, bem-intencionado, seja prejudicado por contratos fantasmas, ou até a possibilidade de falsos imunizantes, a população e a saúde não podem ter mais este prejuízo.”

Pepe destacou ainda o esforço das farmacêuticas em produzir imunizantes de forma rápida e com eficácia, “ sabemos que não houve um planejamento adequado por parte do Governo Federal, que o MS não soube organizar e enfrentar a pandemia como deveria ter feito, mas saudamos que isto esteja acontecendo agora. Os trabalhos da comissão devem terminar nos próximos dias com a apresentação e aprovação do relatório final que será entregue ao Governo do Estado, apontando caminhos para agilizar a vacinação no RS.

Especialistas indicam agilidade na vacinação, diversificação na compra e campanhas educativas

São saídas apontadas pelos infectologistas Alexandre Zavascki e Alexandre Schwarzbold. Os dois foram unânimes em afirmar que o Brasil perdeu, há um ano, a oportunidade de mostrar de forma uníssona a importância do uso da máscara adequada, do distanciamento e da higiene das mãos. De acordo com os infectologistas, a ausência de uma campanha forte e a demora em proteger o povo gerou dúvidas e expôs a população inteira ao caos que vivemos hoje no País.

Em tempos de Fake News, população confusa, fica descuidada e desacredita em muitas informações. Para os médicos, muito teria sido evitado se os governos e autoridades tivessem começado há um ano campanhas educativas, assertivas e sem tanto desencontro de informações.

As afirmações foram feitas nesta sexta- feira (19), durante mais uma reunião de trabalho da comissão externa da Assembleia que acompanha a vacinação no RS.

Um dos convidados, o médico infectologista Dr.Alexandre Zavascki, chefe do setor de Infectologia do Hospital Moinhos de Vento, mostrou aos deputados da comissão a importância de agilizar a vacinação, “um dos mais importantes aspectos relacionados a vacina não está em qual vacina escolher e sim em ter uma estratégia de vacinação rápida. Estamos aprendendo ainda muita coisa da doença, já que a mutação do vírus impõe isso”. Ele insistiu que a falta de agilidade e de um plano nacional de vacinação, pode colocar em risco até mesmo quem já recebeu as primeiras doses.

A mutação foi outra abordagem do infectologista. Essa variante, a P1, segundo Zavascki, preocupa muito os especialistas, uma vez que não se sabe ainda quais outros desdobramentos ela pode acarretar no cenário de crise sanitária que o Estado está passando. Por isso, de acordo com o médico, agilizar a vacinação faz com que os riscos da mutação diminuam, “a vacinação lenta diminui a capacidade do vírus de ser atacado por uma variante imunológica, ou seja, vacinar uma parte da população e parar, é dar chance para que estas variantes se fortaleçam, este tempo perdido, pode gerar um caos pior do que já vivemos”, afirmou.

Na mesma linha de defesa da agilidade da vacina, o Infectologista Chefe da Unidade de Pesquisa Clínica no Hospital Universitário de Santa Maria/UFSM, Dr. Alexandre Schwarzbold, reforçou que a vacinação é fundamental neste momento para o controle da pandemia, mas, por si só não vai resolver o problema, "não acredito que a imunidade de rebanho, neste momento, seja suficiente para controlar a epidemia, o controle deste vírus só vai acontecer com vacina. A rapidez com que a gente consiga fazer a vacinação na população é a única saída. A imunidade de rebanho só funciona se tivermos 70% da população vacinada.”

Alexandre Schwarzbold reforçou que um segundo elemento importante numa situação de urgência, é pensar na ideia de diversificação de vacina, “se tivéssemos oferta de uma única para cobrir a população inteira seria perfeito, mas como a realidade é longe disso, precisamos urgentemente pensar na diversificação de plataformas de vacinas. Com a diversificação poderemos, lá na frente, analisar o comportamento das vacinas na população. A diversidade é importante, já que existem diferenças entre elas, este é o ideal. ”

Ele destacou os riscos de liberar a circulação de pessoas, neste momento, “precisamos repetir sempre que todo ambiente fechado, onde possa haver aglomeração, por menor que seja, será propício para a propagação de forma mais rápida do vírus e suas variantes, são ambientes de maior risco, sem dúvida.”

Questionamentos e dúvidas por parte dos deputados ficaram esclarecidos e vão estar no relatório final da comissão. A ideia é contribuir para agilizar e concluir a vacinação no estado.

A reunião foi coordenada pelo deputado Pepe Vargas (PT) e contou com a presença das deputadas Sofia Caveon (PT), Patrícia Alba (MDB), Zilá Breitenbach (PSDB) e dos deputados Vilmar Lourenço (PSL) e Frederico Antunes (PP).

Infectologista defende isolamento, diversificação de vacinas e atenção às populações vulneráveis

"O momento é gravíssimo, é uma situação sem precedentes", alertou o infectologista Ronaldo Campos Hallal que, na tarde de quinta-feira (18), durante a reunião da Comissão Externa de Representação, coordenada pelo deputado estadual Pepe Vargas (PT). A Comissão tem procurado ouvir especialistas reconhecidos na comunidade médica e científica, para contribuir no processo de imunização da população. Também participou da reunião a deputada estadual Patrícia Alba (MDB), integrante da Comissão.

O infectologista apontou a vacinação como uma estratégia essencial e precisa ser intensificada. Ele relatou os casos da Escócia, Israel e Estados Unidos que vivenciam a redução de Covid-19, com o avanço da imunização. Questionado pelo coordenador da Comissão sobre a diversificação das vacinas no Brasil, Hallal considerou essencial o acesso a outros imunizantes, para além da Coronavac e Astrazeneca. “Com a ampliação do elenco de vacinas, possibilita um maior preparo para, inclusive, tomarmos decisões, se preciso, diferentes em relação à priorização dos diferentes grupos. Quando ficamos refém de uma ou duas, nossa margem de manobra se reduz, além de um possível monopólio”, esclareceu.

Além disso, o infectologista, foi enfático na defesa do isolamento social como estratégia para controlar a transmissão do vírus. "Não se pode banalizar a vida como está sendo banalizada no Brasil, no Estado e nos municípios. A Covid-19 já é a maior causa de morte do país". O infectologista criticou a possibilidade de reabertura das atividades anunciadas pelo governo do Estado. Segundo ele, a Organização Mundial de Saúde (OMS) considera uma taxa de propagação do vírus de 0.7% como um indicador de retração da pandemia e uma taxa de circulação menor que 10% para se considerar a possibilidade de abertura das atividades. Hallal considera as medidas adotadas no Brasil como insuficientes para conter a contaminação e as mortes. Países como Chile e Uruguai mantiveram taxas inferiores de circulação, assim como a Europa, e em situações de expansão da doença optaram pelo lockdown, levando à queda das taxas. "Precisamos ter em torno de 70% de isolamento social, passamos para 40% e só conseguimos 50% nos domingos. Iremos conviver com mortes evitáveis porque pela falta de acesso aos cuidados adequados",

Na análise da infectologia é preciso rever a política de prevenção, pois a vacinação não deve ser compreendida separada dela, como o uso correto de máscaras adequadas e o isolamento social. Ele defende, por exemplo, uma política de distribuição do uso de máscaras. "Não é correto culpar a população, mas é um discurso permanente dos governos, culpar pela transmissão. Mas há falta de ações efetivas, preventivas de educação para saúde", disse. "O papel do gestor não é transferir a responsabilidade, mas ter uma percepção mais integral da prevenção. Temos lacunas no que diz respeito ao acesso aos insumo e de promoção e de ação para saúde ", completou.

Outro ponto destacado pelo profissional, é que a pandemia aprofundou as desigualdades sociais. O coeficiente de mortalidade da Covid-19 é maior entre a população negra, parda e indígena do que na branco e a taxa hospitalar chega a ser três vezes maior entre as pessoas com até cinco anos de escolaridade. Portanto, Hallal sugere observar esses fatos no plano de imunização, as questões de vulnerabilidade social. “É preciso olhar para as populações e seu nível de vulnerabilidade”, conclui.

Especialistas indicam agilidade na vacinação, diversificação na compra e campanhas educativas

São saídas apontadas pelos infectologistas Alexandre Zavascki e Alexandre Schwarzbold. Os dois foram unânimes em afirmar que o Brasil perdeu, há um ano, a oportunidade de mostrar de forma uníssona a importância do uso da máscara adequada, do distanciamento e da higiene das mãos. De acordo com os infectologistas, a ausência de uma campanha forte e a demora em proteger o povo gerou dúvidas e expôs a população inteira ao caos que vivemos hoje no País.

Em tempos de Fake News, população confusa, fica descuidada e desacredita em muitas informações. Para os médicos, muito teria sido evitado se os governos e autoridades tivessem começado há um ano campanhas educativas, assertivas e sem tanto desencontro de informações.

As afirmações foram feitas nesta sexta- feira (19), durante mais uma reunião de trabalho da comissão externa da Assembleia que acompanha a vacinação no RS.

Um dos convidados, o médico infectologista Dr.Alexandre Zavascki, chefe do setor de Infectologia do Hospital Moinhos de Vento, mostrou aos deputados da comissão a importância de agilizar a vacinação, “um dos mais importantes aspectos relacionados a vacina não está em qual vacina escolher e sim em ter uma estratégia de vacinação rápida. Estamos aprendendo ainda muita coisa da doença, já que a mutação do vírus impõe isso”. Ele insistiu que a falta de agilidade e de um plano nacional de vacinação, pode colocar em risco até mesmo quem já recebeu as primeiras doses.

A mutação foi outra abordagem do infectologista. Essa variante, a P1, segundo Zavascki, preocupa muito os especialistas, uma vez que não se sabe ainda quais outros desdobramentos ela pode acarretar no cenário de crise sanitária que o Estado está passando. Por isso, de acordo com o médico, agilizar a vacinação faz com que os riscos da mutação diminuam, “a vacinação lenta diminui a capacidade do vírus de ser atacado por uma variante imunológica, ou seja, vacinar uma parte da população e parar, é dar chance para que estas variantes se fortaleçam, este tempo perdido, pode gerar um caos pior do que já vivemos”, afirmou.

Na mesma linha de defesa da agilidade da vacina, o Infectologista Chefe da Unidade de Pesquisa Clínica no Hospital Universitário de Santa Maria/UFSM, Dr. Alexandre Schwarzbold, reforçou que a vacinação é fundamental neste momento para o controle da pandemia, mas, por si só não vai resolver o problema, "não acredito que a imunidade de rebanho, neste momento, seja suficiente para controlar a epidemia, o controle deste vírus só vai acontecer com vacina. A rapidez com que a gente consiga fazer a vacinação na população é a única saída. A imunidade de rebanho só funciona se tivermos 70% da população vacinada.”

Alexandre Schwarzbold reforçou que um segundo elemento importante numa situação de urgência, é pensar na ideia de diversificação de vacina, “se tivéssemos oferta de uma única para cobrir a população inteira seria perfeito, mas como a realidade é longe disso, precisamos urgentemente pensar na diversificação de plataformas de vacinas. Com a diversificação poderemos, lá na frente, analisar o comportamento das vacinas na população. A diversidade é importante, já que existem diferenças entre elas, este é o ideal. ”

Ele destacou os riscos de liberar a circulação de pessoas, neste momento, “precisamos repetir sempre que todo ambiente fechado, onde possa haver aglomeração, por menor que seja, será propício para a propagação de forma mais rápida do vírus e suas variantes, são ambientes de maior risco, sem dúvida.”

Questionamentos e dúvidas por parte dos deputados ficaram esclarecidos e vão estar no relatório final da comissão. A ideia é contribuir para agilizar e concluir a vacinação no estado.

A reunião foi coordenada pelo deputado Pepe Vargas (PT) e contou com a presença das deputadas Sofia Caveon (PT), Patrícia Alba (MDB), Zilá Breitenbach (PSDB) e dos deputados Vilmar Lourenço (PSL) e Frederico Antunes (PP).

Comissão que acompanha o processo de vacinação ouve relato preocupante de infectologista

“Depois de horas de trabalho, lutando pela vida e vendo a morte de pacientes, perdendo para o vírus, eu saio do hospital e me deparo com uma carreata nas ruas de Porto Alegre pedindo que liberem a circulação das pessoas, além de preocupante foi triste”. O relato foi do médico infectologista Fabiano Ramos que participou de mais uma reunião com os deputados que fazem parte da comissão externa que acompanha a vacinação no estado, realizada na manhã desta quinta-feira (18).

O médico está à frente do serviço de Infectologia do Hospital São Lucas, e coordenou na instituição a pesquisa clínica da vacina Coronavac, produzida pela Sinovac em parceria com o Instituto Butantan.

Questionado pelo deputado Frederico Antunes (PP), que faz parte da comissão, se as únicas alternativas hoje são o distanciamento e a vacinação, o médico reforçou que só assim poderemos evitar que não se vivencie um processo ainda pior que o apresentado hoje. Segundos ele, a insistência de alguns grupos que negam isso, resistem ao distanciamento e uso de máscara, e criam suas próprias teorias de uma medicação que salva ou de um tratamento precoce, desgasta ainda mais os profissionais de saúde que já estão numa batalha ingrata em decidir quem terá espaço ou não nas UTIs. “Dados errados, decisões erradas de grupos que desinformam a população na busca de tratamentos que não existem, de medicamentos que não funcionam, como a cloroquina, invermectina e outros, só atrapalham a luta pela vida e pelos cuidados que todos devemos ter. Não existe isso, e nem tratamento precoce. A solução é a vacina. Eu não sei o que estes grupos buscam. Isso deixa a gente exausto na capacidade de ajudar”.

O infectologista relatou que no último domingo, depois de mais de 10 horas de trabalho, vendo pessoas morrendo e perdendo pacientes, saiu do plantão e se deparou com uma carreata e buzinas, “ eu sei que as pessoas estão angustiadas com seus empregos e a falta de dinheiro, e isso deve ser respeitado. Porém neste momento, ter esta atitude é condenar a todos ao pior que a doença trás e ainda irá trazer, as pessoas precisam se conscientizar que a única forma de parar o vírus agora, é parar de circular. ”

O coordenador da comissão, deputado Pepe Vargas, lamentou que mais deputados não estivessem ouvindo os relatos do infectologista, “ dentro do ambiente da assembleia temos muitas pessoas que deveriam lhe ouvir para entender melhor a gravidade do momento.”

Ramos ressaltou que o Brasil precisa acelerar o acesso às vacinas, diversificar os tipos, ampliando o acesso a Coronavac, Oxford, Pfizer e Janssen, “ o que mais preocupa agora são as variantes como a P1, é uma doença diferente, muitos pacientes não respondem ao tratamento da mesma forma que respondiam antes da variante brasileira, a P1 é diferente e pior”, alertou o infectologista.

Na reta final dos trabalhos, a comissão vai ouvir ainda mais infectologistas e profissionais da linha de frente para concluir o relatório que será entregue à secretária estadual da saúde onde vai apontar sugestões e melhorias no processo de vacinação no estado.

Coordenador da Comissão de Representação Externa acompanha tratativas para compra de vacinas

Coordenador da Comissão Externa, o deputado Pepe Vargas ( PT ), acompanhou hoje à tarde, o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Gabriel Souza (MDB), na reunião na sede do Consórcio dos Municípios da Região Metropolitana de Porto Alegre (Granpal) nas tratativas de compra coletiva, por parte das prefeituras, das vacinas contra o coronavírus. A Granpal assinou o pedido para a aquisição de 1,5 milhão de doses a serem distribuídas aos municípios da Região Metropolitana.

Durante a ocasião, o parlamentar atentou os representantes da farmacêutica TMT Globalpharm Ltda, empresa que negocia a venda da vacina Sputnik V para o Brasil, sobre as quantidades disponíveis e o prazo de entrega dos imunizantes aos municípios, pois considera urgente a agilidade neste processo, diante do momento crítico que o Estado e o País está vivendo.

A documentação com a proposta foi entregue pelo presidente da entidade e prefeito de Nova Santa Rita, Rodrigo Battistella, após reunião virtual com prefeitos da região e técnicos, que explanaram sobre a vacina e sua distribuição. A partir de agora, com a proposta em mãos, a empresa terá prazo para responder sobre a possibilidade de fornecimento das vacinas. Ao todo, nove cidades oficializaram a proposta de compra:

- Esteio
- São Leopoldo
- Gravataí
- Triunfo
- Cachoeirinha
- Nova Santa Rita
- Porto Alegre
- Canoas
- Glorinha

A busca por possibilidades de compra de imunizantes contra a covid-19 é um esforço que vem sendo capitaneado pela Granpal, Famurs, Agconp com o apoio da Assembleia Legislativa do RS. Na reunião, o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Gabriel Souza (MDB), assinou o Decreto Legislativo nº 1/2021 que reconhece a prorrogação do estado de calamidade pública em 101 cidades do Rio Grande do Sul.

Comissão que acompanha o processo de vacinação no RS ouve experiência de outros estados

Duas reuniões marcaram os trabalhos nesta quarta-feira (10) da Comissão Externa da AL que acompanha o processo de vacinação no estado.As duas foram coordenadas pelo deputado Pepe Vargas (PT), que comanda a comissão. Na primeira os deputados ouviram o secretário executivo do consórcio de governadores do Nordeste, Carlos Gabas.

O coordenador da comissão, Pepe Vargas, questionou sobre o trabalho do consórcio para a aquisição de vacinas. Gabas destacou que, o trabalho dos governadores e governadora dos 9 estados do Nordeste, que começou em março de 2020, sempre seguiu o Plano Nacional de Vacinação (PNI), porém, de forma paralela, o consórcio, buscou contatos com vários países para garantir que a vacina chegasse não apenas para os estados do consórcio, mas para o Brasil, “ não adianta vacinarmos a população do Nordeste e deixar o restante do País exposto ao vírus. Estamos buscando as vacinas para colocá-las no PNI, por isso, estamos em contato com o Ministério da Saúde para que cumpra com a meta de imunização, buscando acordos que deveriam ter sido feitos há um ano, buscando adquirir vacinas e o insumo para a produção interna. ”

Com a Rússia, foi assinado um termo de compromisso de aquisição de 50 milhões de doses de vacina, em agosto de 2020, mas ainda não teve a autorização da ANVISA “ além disso, encaminhamos ofícios para os governos, da Índia, China e dos Estados Unidos, e todos os institutos que produzem a vacina, pedindo que regularizem as entregas, por se tratar de uma questão humanitária. ”

Gabas finalizou, pedindo que todos os deputados apoiem as ações do governo do estado na busca de vacinas, “ neste momento, os governadores precisam assumir esta luta e aí no RS a Assembleia Legislativa gaúcha precisa apoiar as tentativas do governador. O esforço desta comissão é louvável e deve seguir. A união dos governadores com o apoio dos deputados é que vai fazer a diferença”, finalizou.

Experiência em Santa Catarina
A segunda reunião do dia foi com o representante da Federação Catarinense de Municípios (FECAM) Jaílson Lima da Silva, médico e consultor da federação. Ele destacou que o trabalho começou no começo de 2020. O primeiro movimento da federação, foi assinar com o Butantan para aquisição de 1 milhão de doses para Santa Catarina, já que o Ministério da Saúde não tomava atitude, “as cepas brasileiras são uma decorrência de uma vacinação que já deveria estar adiantada, porém o Ministério da Saúde, foi negligente.

O consórcio catarinense está encaminhando uma compra de vacinas Sputnik, importadas da Europa, buscando uma importação de 4,3 milhões de vacinas. Todos os 265 municípios catarinenses aderiram a compra ao valor de $ 9,75 dólares a dose, e só pagarão no momento que as vacinas chegarem ao Brasil e depois da aprovação pela vigilância epidemiológica. O coordenador da comissão, deputado Pepe Vargas finalizou dizendo que na próxima quarta-feira (17) representantes do consórcio catarinense se reúnem com representantes da associação dos municípios gaúchos, “ nós da comissão participaremos desta reunião, os movimentos dos consórcios servem como exemplo e nos ajudam para que possamos agilizar o processo para o RS”.

Pepe Vargas vai coordenar Comissão da ALRS de acompanhamento da vacinação no RS

O deputado Pepe Vargas (PT) vai coordenar a Comissão Externa de acompanhamento do processo de imunização da população gaúcha contra a Covid-19. A comissão foi empossada nesta quinta-feira (25) e é composta, ainda, pelos deputados Patrícia Alba (MDB), Aloísio Classmann (PTB), Vilmar Lourenço (PSL) e Frederico Antunes (PP). A presidente da Comissão de Saúde e Meio Ambiente, Zilá Breitenbach (PSDB), irá acompanhar os trabalhos. A partir de hoje, o colegiado tem um prazo de 30 dias para concluir seus trabalhos. A formação da Comissão Externa foi proposta pela bancada do PT em janeiro, em requerimento à Mesa Diretora encaminhado pelos deputados Luiz Fernando Mainardi e Zé Nunes.

Ao assumir a coordenação da Comissão, o deputado Pepe Vargas anunciou que, no início da próxima semana, vai apresentar um plano de trabalho para que a atuação seja célere. Ele afirmou que o RS está desafiado a acelerar a aquisição dos imunizantes, uma vez que já foi sancionada a lei liberando os recursos. “A vacinação é fundamental, pois é a melhor forma de proteger a população como inclusive a melhor forma de proteger o pleno funcionamento das atividades econômicas tão importantes para que as pessoas possam ter trabalho e renda, e para que municípios, Estado e a União possam ter arrecadação em razão do funcionamento da economia”, defendeu.

PLANO DE TRABALHO DE COMISSÃO EXTERNA É APRESENTADO NA AL

O líder da bancada do PT na Assembleia Legislativa, deputado Pepe Vargas, apresentou o plano de trabalho da Comissão de Representação Externa de Acompanhamento da Vacinação durante a reunião ordinária da Comissão de Saúde e Meio Ambiente desta quarta-feira (3). No encontro virtual de hoje foram eleitas as deputadas Zilá Breitenbach para a presidência e Fanciane Bayer, para a vice-presidência. No encontro, Pepe sugeriu que a nova presidência trate do tema da desassistência dos atendimento, procedimentos, consultas de outras patologias.

Ao parabenizar as eleitas Pepe, que é suplente da comissão, fez questão de frisar que sempre que puder vai estar presente devido à importância do trabalho na defesa da saúde da população. O parlamentar afirmou que a comissão foi criada a partir de requerimento dos deputados Luiz Fernando Mainardi e Zé Nunes, que eram os representantes da bancada como líder e vice-presidente. A comissão tem prazo regimental de 30 dias para a conclusão dos trabalhos, encerrando em 27 de março. “É um empo curto e ela terá um trabalho intenso”, frisou.

Neste período em que o Estado vive uma escalada exponencial do número de contaminados e de internações de leitos clínicos e de UTI, Pepe, que é médico, observou que os números não baixarão mesmo com a bandeira preta, pois quem está indo para o hospital hoje se contaminou há cerca de 15 dias. “Podemos estabelecer como regra: a pessoa se contamina, tem sintomas leves na primeira semana, na segunda começam a intensificar e na terceira semana temos 20% de pessoas que fazem um quadro grave e precisam de internação e 5% vão para os leitos de UTI na terceira ou quarta semana”, explicou.

Toda redução de circulação, segundo o parlamentar, só fará efeito em duas ou três semanas à frente e o processo de vacinação está muito lento. A urgência da vacinação é muito grande, por isso a importância da comissão. Pepe lembrou que, a partir de inciativa do PT, que colocou o governador no compromisso de investir em vacinas, a Assembleia aprovou alteração da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), autorizando o Estado a comprar vacinas. Independente dessa e de outras votações no Congresso Nacional que autorizam os estados e municípios adquirirem imunizantes, já há decisão do Supremo Tribunal Federal autorizando a aquisição de vacinas pelos entes federados.

O objetivo geral da comissão externa, segundo Pepe, é acompanhar o processo de planejamento e execução das ações que visam a imunização dos gaúchos. A mesma também vai analisar o Plano Nacional de Imunização (PNI), escutar especialistas sobre o tema, conhecer as vacinas disponíveis no mercado, conhecer experiências de outros estados quanto ao planejamento da vacinação, conhecer os diálogos e pré-acordos do Executivo com as farmacêuticas, dar visibilidade à legislação que trata da vacinação, apresentar recomendações ao Executivo e propor à Assembleia Legislativa ações que se façam necessárias.

COMISSÃO EXTERNA DA AL DE ACOMPANHAMENTO DA VACINAÇÃO IRÁ OUVIR SECRETÁRIA DA SAÚDE

A Comissão Externa da ALRS de acompanhamento do processo de imunização da população gaúcha contra a Covid-19 se reúne pela primeira vez na próxima sexta-feira (05). A Secretaria de Saúde, Arita Bergmann, foi convidada para apresentar o planejamento da secretaria frente ao combate a pandemia.

De acordo com o coordenador da comissão, deputado Pepe Vargas(PT), o estado já foi autorizado pela Assembleia a comprar as vacinas, “ além das vacinas já programadas precisamos saber os encaminhamentos do governo para a compra de novas doses, quais novos contatos foram feitos, precisamos agilizar este processo e garantir vacina para os gaúchos de forma emergencial. ”

A reunião esta marcada para às 9hs da manhã de forma virtual. A comissão coordenada pelo deputado Pepe, tem ainda os deputados Patrícia Alba (MDB), Aloísio Classmann (PTB), Vilmar Lourenço (PSL) e Frederico Antunes (PP).